terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Começa uma nova história!!


Retrospectiva 2013

Bom, peço desculpas pelo meus descuido a esse nosso tão carinhoso canal de lembranças, críticas, elogios e informações. Não preciso dizer que tenho muito orgulho em dizer que com 19 nos comecei, completamente sem querer, nessa profissão que tanto me dar prazer quanto trabalho!!! e que hoje, tanta coisa acontece, que fico sem tempo de escrever tudo aqui!

Hoje, dia 05 de fevereiro de 2014, quase dois anos depois da última postagem, me alegro em dizer que muita coisa mudou, e, ao mesmo tempo, nada mudou! Me explico...

As crianças crescem... algumas continuam comigo até hoje, outras vêm apenas matar saudades, mas o gostoso mesmo é saber que entra ano e sai ano, temos sempre vitórias pra contar, prêmios para desempoeirar e muita história de dar risada e de emocionar.

Em 2013 começamos o ano cheios de expectativas quanto aos nossos espetáculos...Não me canso de agradecer aos meus anjos-alunos que fazem mágica acontecer com os espetáculos de encerramento (e estou falando de dezembro de 2012, de dezembro de 2013 e outros tantos dezembros....onde fazemos um exército teatral para que sete, oito peças aconteçam em dez horas de um domingo quase sempre cansativo e animado): é adolescente maquiando criança, ex-aluno na bilheteria, criança ajudando criança - uma enorme benção!

Em 2013, tivemos boas conquistas: as peças "Léo + Bia" e "Nada a Declarar" foram premiadas e elogiadas em festivais dentro e fora do Rio de Janeiro, e nos deram o presente de conhecer Oswaldo Montenegro, um artista maravilhoso que com carinho foi assistir a adaptação que fizemos de seu texto ("Léo e Bia").




Em 2013, aproximamos mais ainda, pais e alunos, arrastando alguns deles para os festivais mais distantes do enorme estado de Minas Gerais, o que nos rendeu um prêmio especial para o apoio dos pais aos atores jovens de "Léo + Bia" no FESTIVAL DE TEATRO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO...Ah, quantas lágrimas emocionadas rolaram nessa premiação...(isso sem falar dos cartazes e lonas pretos nas janelas, dos dormitórios improvisados e das viagens de ônibus entre puffs, cubos e espelhos!)



Em 2013, vimos as crianças bem pequenas se tornarem pequenos artistas e até sonharem ao ver um ensaio dos "mais velhos" : "Daqui a pouco sou eu que vou estar aí", disse uma menina do 5º ano do Ensino Fundamental I.

Pudemos assistir a evolução dos que eram pequenos e agora são...bem, ainda são pequenos... Mas pudemos assistir a evolução da turma que parecia tão infantil...e, de repente, todos cantaram em inglês, decoraram coreografias complexas e deixaram os mais velhos babando (porque eles também ficam orgulhosos quando assistem a evolução daqueles que os admiram...).



Ah, não posso esquecer de citar o I REXA (o nome não é tão bom, mas valeu a intenção Luiza!) : I Reencontro dos Ex-Alunos de Teatro. Foi emocionante ver os alunos de agora confraternizando com jovens que já estão com seus 25, 26, 27....bom, que já estão na vida adulta e ainda têm boas lembranças da época em que eram estudantes do Colégio e que faziam teatro. Ah, não tem graça escrever, foi lindo demais o encontro de gerações de almas artistas!




 Encerramos o ano de 2013 com tanta coisa pra guardar na memória, que já está mesmo na hora de voltarem as aulas de teatro para dividirmos tudo isso e construirmos muito mais!!!

E em 2014 teremos muita novidade e muita coisa boa para comemorar!

Só pra morrer de fofura e de orgulho:


A Bruxinha que era boa, de Maria Clara Machado

Maroquinhas Fru-Fru, de Maria Clara Machado
Pirlimpimpim! O Sítio Sumiu!...., de Andréa Cevidanes
...Cinzas, de Andréa Cevidanes, João Marcelo Pallottino e João Paulo Beltrão
Eles Ainda Não Usam Black Tie, de Gian Francesco Guarnieri e colaboração coletiva
O Santo e Porca, de Ariano Suassuna 







sábado, 25 de fevereiro de 2012

FIT 2011 - UMA EXPERIÊNCIA DE SORRISOS E LÁGRIMAS!!!

Antes de mais nada, fico muuuito feliz de dizer a todos que a apresentação do espetáculo "O Auto da Compadecida" no FIT de Nova Friburgo em 2011 foi uma experiência iluminada. Na grandeza da palavra ILUMINADA!! Portanto, por mais que eu descreva o que aconteceu no último domingo do Festival Intercolegial do CNSD em setembro de 2011, não vou conseguir reproduzir este momento...até porque...momentos únicos são maravilhosos porque são assim: únicos!!! Mas vamos lá... Vou tentar....
A peça "O Auto da Compadecida" foi o resultado de 2010 da turma do Ensino Fundamental II do Colégio Pentágono. E foi escolhida para representar o Colégio no festival referido.
Saímos da porta do Pentágono domingo bem cedo....(Isso depois termos passado um sábado de nervos e suor com a apresentação do especial "MAMMA MIA" que aconteceu dentro do Colégio.) Bom, estavam todos entre cansados e ansiosos para a apresentação.
Chegando em Nova Friburgo, desembarcamos todos: eu, os pais dos nossos atores, um grupo com alguns da turma de teatro do ensino médio, e os próprios astros do dia, é claro.

Como, graças a Deus, costumo dizer: esse conjunto de atores em formação é bastante disponível, simpático, bagunceiro e aberto para novos encontros e novas amizades. Resultado: no meio do dia eles já eram amigos incondicionais do outro grupo de atores que estava concorrendo no festival com o mesmo espetáculo que nós. O que significou mais ansiedade e algum medo de não corresponder às expectativas da platéia, de seus pais, minhas e deles mesmos....
Depois de um dia bastante agitado, recheado de apresentações de diferentes colégios com espetáculos clássicos, eram quase oito horas e estava quase na hora da nossa apresentação. 

Já disse que uma das qualidades desse conjunto de meninos e meninas é a solidariedade e parceria? Pois então, os mais velhos ajudaram nosso elenco a se maquiar, se arrumar, relembrar texto, aquecer vozes, corpos e relaxar mentes...E é aí que a magia começa a acontecer...Quando ninguém está dando por ela...

Dentro do camarim improvisado cheio de cadeiras e mensagens positivas (como toda sala de aula) fizemos uma oração em roda, uma roda com mais de 30 pares de mãos e barrigas cheias de friozinho. Abençoado friozinho na barriga!! E toda àquela iluminação que comentei no início foi brilhando devagar.
O elenco começou o espetáculo na platéia, cantando e dançando, recebendo cada homem, mulher, criança....que entrava no teatro. Uma energia tão bonita rolava no ar tão fortemente que, sem nenhuma explicação, quando o elenco começava seu texto em coro dando as boas-vindas ao público, aconteceu um black out total no teatro. Tudo ficou no escuro completo. Eu entrei em pânico por alguns instantes. A nossa amiga e iluminadora, Mariana Gralato, que adotou nossa luz naquele dia, mandava que eu parasse o espetáculo, que eu interrompesse a apresentação. Como eu poderia parar toda aquela energia que já circulava no palco e na platéia? E enquanto pensávamos o que fazer num tempo de talvez 20 ou 30 segundos, o escuro se iluminou. Não, meus queridos, a luz não voltou, mas o elenco completamente no escuro continuou a falar seu texto, cantar sua música e se mexer acrobaticamente, como havia ensaiado. Se eu disser que parte da platéia que assistiu a 6 ou 7 minutos de cena e música no breu completo pensou que era parte da cena, vocês acreditariam? Pois acreditem. Quando a luz voltou tudo seguia normalmente, com o mesmo vigor anterior.


A segunda emoção da noite nos foi dada por um menino de 5 anos. Yuki, irmãozinho de uma das meninas do elenco, assistia a peça atento aos fatos e diálogos do espetáculo. Quando finalmente João Grilo é morto (por um cangaceiro de Severino do Aracajú - para quem lembra da peça...) a platéia se emocionou com o bife de seu amigo Chicó e a música de Geraldo Azevedo ao fundo. Como eu sei que a platéia se emocionou? Yuki, de cinco anos, chorou copiosamente a morte de João Grilo, chamando pelo personagem, abraçado a seu pai, enquanto a platéia assistia a cena em profundo silêncio. Foi lindo de se ver.
Terceira e última grande demonstração de coletividade e integração. Uma de nossas atrizes precisava muito ir ao banheiro. Seria alguma coisa bem simples de se resolver se ela não tivesse que ficar em cena por 90 minutos seguidos.... Como resolver?

Bom, ela definitivamente não conseguiu se segurar. Quando, coberta por seus colegas de cena, no momento exato, saiu do palco, sem que metade da platéia visse (incluindo todos nós na cabine), chorou de desespero por estar com seu figurino comprometido, por estar envergonhada e por achar que não haveria como consertar sua emergencial saída. Mas quem tem anjo-da-guarda não morre pagão. Duas colegas da turma do Ensino Médio estavam no camarim esperando a única saída de cena acontecer: Chicó viraria Nossa Senhora muito rapidamente, por isso elas estavam ali. Ao verem a cena, uma delas ficou consolando, retocando a maquiagem, e acalmando a atriz fugitiva; enquanto a outra corria até nossa sala-camarim atrás de uma calça...qualquer calça...que substituísse seu figurino....Outros ainda correram até ela para ajudar a achar a calça ideal. E no meio da correria para tudo dar certo no tempo certo, o Padeiro, patrão de João Grilo, retornou à cena em tempo de falar seu texto e dar sequencia à peça como se nada tivesse acontecido.

E fora todas essas emoções, houve ainda grande comoção com a entrada da Compadecida, com as histórias e a sintonia perfeita de João Grilo com seus companheiros e sua platéia. Tivemos gargalhadas e lágrimas durante 90 minutos de ariano suassuna e cantigas e músicas nordestinas.
O final deste festival foi inesperado para este grupo de atores dispostos a brincar entre si e com sua platéia; e merecido por sua energia, alegria, fibra, cumplicidade e generosidade.
"O Auto da Compadecida" foi indicado para quase todas as categorias premiadas e ganhou merecidamente o prêmio de MELHOR ESPETÁCULO DO FIT 2011.





Contudo, o prêmio maior foram as lágrimas e os abraços afetuosos de dezenas de pessoas que nos pararam entre a coxia e a nossa sala-camarim. Os olhares emocionados, os braços com abraços fortes e as vozes embargadas daqueles que nos assistiram são um prêmio que não tem dimensão e nem pode ser materializado em nenhum troféu.
Viva o teatro e seu poder coletivo!!!!


     

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Festival Nacional de São João Nepomuceno - orgulho e diversão!


 


Sim! Nós, mais uma vez ultrapassamos nossos limites, geográficos e artísticos!! Fomos selecionados para um festival de teatro nacional, com artistas amadores e profissionais de diversos lugares e com diversas formações artísticas e culturais. No feriado de junho, com a peça ROQUE SANTEIRO partimos para uma experiência que acredito: não esqueceremos! (Como toda experiência que nos enriquece!...) 

E olha que metidos estamos nós! Éramos o único grupo de teatro formado por alunos de ensino médio (e ex-alunos)... Nossos competidores, e agora novos amigos, eram todos "macacos velhos", acostumados às pressões e às expectativas dos festivais que acontecem pelo país afora.

E, nosso juvenil grupo de atores lá, no meio de gente grande! Fiquei orgulhosa!

Pequeno diário de acontecimentos!
Chegamos na sexta-feira, assistimos já a três espetáculos. Daí...conhece a cidade, organizadores, outros artistas, guarda malas...enfim, dia cheio! No fim, pequena festa para fazer amigos!

Sábado: mais peças....muitas peças... infantis, de rua, comédias, dramas.... muita diversidade artística. Gostamos de algumas, discordamos de outras, tivemos pensamentos críticos sobre o teatro e nosso próprio trabalho...E tome peça para assistir... No meio tempo que ainda sobrava, brincamos de queimado com outros grupos, de jogos teatrais e de brincadeiras de criança... Típico de nós!! E...Quando você pensa que o dia terminou, ensaio até a uma da manhã para reconhecimento do novo palco. Sem cansaço ou desânimo!
No final de tudo, um pulinho rápido na festinha para descontrair com novos e bons amigos! (Esse povo artista é festeiro, alegre e comunicativo!...Graças a Deus!...)

Eis que chega o domingo! Pronto! Bateu um nervoso, uma vontade de fazer bem-feito! De fazer valer todas as expectativas colocadas sobre nós. Por nós mesmos, pelos outros companheiros de palco e por toda a platéia que LOTOU o teatro no último espetáculo concorrente, do último dia de festival: nós.

Uma oração concentrada, uma passada nas coisas que ainda pareciam inseguras, um abraço no amigo de cena. Mãos dadas para superar o nervoso e a insegurança de competir e fazer bonito! Mas não tem segredo!...Quando todos estão envolvidos numa mesma energia, com um único propósito, gana de qualidade e cumplicidade...Ah, quando isso acontece, não tem como não ser bom! E assim foi! Uma bela apresentação! Platéia calada, prestando atenção aos menores gestos dos atores... Um texto clássico e difícil sendo feito com a energia de quem é amador e tem a seriedade de um profissional... Fiquei orgulhosa!

Trouxemos para o Colégio Pentágono, no Rio de Janeiro, o troféu de melhor figurino. 
E para um grupo que estava acostumado a se encher de prêmios e indicações, e que ainda é muito jovem para lidar com altos e baixos. Você poderia pensar que isso desanimaria ou faria nossos jovens atores maldizer a cidade e o Festival. Mas afirmo que isso não aconteceu!... Saímos do Fetival Nacional de São João Nepomuceno de coração cheio e energia renovada. Porque fizemos um espetáculo lindo, agindo como gente grande, do início ao fim! Ouvimos elogios do público que esgotou os ingressos e dos outros profissionais que ali eram nossos concorrentes!

Fizemos boas amizades e descobrimos que ganhar ou perder é consequência interna e externa. Ganhamos um troféu pela linda combinação e bom gosto na pesquisa feita em nosso vasto ateliêr, e, mais ainda, ganhamos um pouco mais de sabedoria em administrar esses conceitos dentro de nós. Chegamos no Colégio às seis da manhã de segunda-feira, cansados, sonolentos, com fome, mas bastante felizes porque esse sentimento de ter dado conta do recado e ter tido sucesso em nossa apresentação só pode mesmo nos deixar muito orgulhosos. Eu que o diga!!   





quarta-feira, 16 de março de 2011

ÓPERA DO MALANDRO - UM ESPETÁCULO DE SOLIDARIEDADE

Parabéns e obrigado a todos os quase 400 espectadores que estiveram no Teatro Miguel Falabella comungando conosco neste maravilhoso momento de doação: de doação dos alunos-atores, do teatro (que nos cedeu o espaço) e do público que lotou o lugar com alimentos e doações em dinheiro. Arrecadamos cerca de R$ 3.700,00 reais (que tirados os custos naturais de uma produção teatral) ajudarão muitas famílias em Jacarepaguá. Abaixo estão as fotos do espetáculo e da sua consequência: o sorriso de quem ajuda e de quem é ajudado.